Já faz tempo, ouvi uma bela canção que falava sobre a tristeza de perceber que, apesar de fazerem tudo o que faziam, os jovens terminavam sendo como os seus pais. Essa era a impressão que se tinha no ano de 1976, quando Belchior compôs “Como nossos pais”, música que traduzia a frustração de uma geração que se dedicou com afinco a combater a hipocrisia e o status quo vigente na época. Jovens de classe média, que acreditavam ter o poder de mudar o mundo, mas que terminaram sendo forçados a admitir que a realidade era um jogo com regras pré-estabelecidas.
“Você pode até dizer eu tô por fora ou então que eu tô inventando”, mas, de lá pra cá, muita coisa mudou e, ao contrário do que os jovens daquele tempo sentiam, a contracultura terminou colhendo os seus frutos. Assim, tomando emprestados os versos de um artista da década de 80, podemos dizer que o “futuro não é mais como era antigamente”. Os casamentos, os homens, as mulheres, as relações das pessoas com o mundo e, especialmente, entre pais e filhos, deu um giro de 180 graus, ao final de cinco décadas de intensos tremores nas estruturas da sociedade.
E, mais uma vez, “é só você que ama o passado e que não vê que o novo sempre vem” e que aquela linda canção, hoje, não passa de um registro extraordinário de um tempo que não volta mais e que foi superado e substituído por uma era na qual os conceitos estão em constante crise, levando as pessoas a consumi-los depressa, face o fundado receio de que os valores - tal como no período da hiperinflação - mudem da noite para o dia.
Hoje, quantos de nós não gostariam de ser “como os nossos pais” ou - o que seria ainda melhor - “como os nossos avós” (afinal, muitos de nossos pais terminaram não sendo como seus próprios pais)? No entanto, aquele velho caminho natural das coisas parece ter sido interditado, de maneira a transformar a “vida adulta” numa meta difícil de ser atingida. Se é que ela um dia chega!
O resultado prático disso é que, por uma ironia inacreditável, na medida em que nos distanciamos daquele modelo tradicional dos nossos pais e avós, acabamos nos parecendo, cada dia mais, com os nossos filhos e, não raro, temos os mesmos gostos, os mesmos hábitos e - o que é mais louco de tudo - os mesmo interesses que os jovens de hoje em dia.
Prova disso é já se tornou comum, nos dias atuais, ver pais e filhos compartilhando a mesma paixão por vídeo games, equipamentos eletrônicos (smartphones, notebooks, consoles, aparelhos de mp3), redes sociais e rock`n`roll. Enfim, não existem mais aqueles conceitos de “coisa de velho” e “coisa de jovem”. Contudo, muito embora esse fato oculte a diferença de idade entre pais e filhos e nos induza a crer que o “conflito de gerações” foi, de uma vez por todas, sepultado, o fato é que o “novo” existe de verdade e que somos nós, os “jovens” de 30 e 40 anos, que não vemos “que a idade sempre vem”.
domingo, 21 de novembro de 2010
sábado, 26 de junho de 2010
Eu não sei nadar
Ser mulher nunca foi fácil. Em nenhum período ou lugar. Afinal, as mulheres têm, basicamente, duas alternativas na vida. A primeira e a mais tradicional delas é assumir a condição de dependente do marido. A outra possibilidade é suportar toda responsabilidade que decorre da independência feminina e da criação solitária dos filhos.
Foi assim com as minhas bisavós, a minha avó materna e a minha mãe. Umas mais bem sucedidas do que as outras, mas todas, sem exceção, tendo de assumir funções na vida que, a princípio, não lhes competiam.
A viuvez prematura da minha bisavó Stela, por exemplo, levou uma moça bem nascida e bem casada a transformar o confortável casarão onde vivia numa pensão na qual ela trabalhou por longos e duros anos, até conseguir casar a única filha mulher e concluir a formação impecável que ofereceu aos cinco filhos homens.
Do outro lado da família, a minha bisavó Ana chegou a apontar uma arma contra um quitandeiro para garantir os mantimentos necessários para alimentar a minha avó e as minhas tias-avós, enquanto o ordenado do meu bisavô não chegava a Manaus, numa época em que não existiam bancos capazes de transferir recursos com a facilidade a que estamos acostumados e que o transporte para aquela região era ainda mais precário do que o de hoje em dia.
Depois disso, já de volta ao Rio de Janeiro, a bisa Ana ainda teve de encarar a viuvez precoce e a obrigação de sustentar as três filhas pequenas, tocando piano em salas de cinema e costurando para fora. Mesmo assim, o dinheiro que ela ganhava não dava para pagar os aluguéis dos imóveis locados na região central da cidade. O jeito, então, foi arranjar uma mobília dobrável e contratar um burro-sem-rabo para fazer a mudança a cada três meses de aluguel atrasado.
Contudo, nem mesmo o sucesso das empreitadas dessas duas mulheres fantásticas, que, no final de suas vidas, conseguiram casar bem as filhas moças e fornecer uma educação excepcional para os rapazes, foi suficiente para evitar que a as futuras gerações de mulheres da família passassem por revezes e que tivessem de enfrentar o mesmo sofrimento e as mesmas dificuldades por que elas haviam passado.
Minha avó materna, seguindo a sina familiar, também enviuvou cedo, vindo a adoecer logo após a sua aposentadoria e a minha mãe, bom a minha mãe se separou duas vezes e, assim como a sua avó Ana, passou por poucas e boas para terminar de formar as três filhas.
Vocês podem admirar - do mesmo modo como eu admiro - a história de vida dessas mulheres, mas, como legítima sucessora da linhagem de mulheres duronas da minha família, posso afirmar que não é nada fácil ser como elas foram. Sim, pois, ao contrário do que narram românticas biografias, talvez não exista nada mais difícil na vida de uma mulher do que abrir mão do direito de ser apenas mulher.
Volta e meia, dá uma vontade louca de dar um chilique, de fazer uma chantagem emocional, de pedir atenção e carinho, de ser mimada, cuidada, e - o que é ainda melhor - ser compreendida, amada e admirada com um ser feminino, dotado de grande sensibilidade.
Tanto é assim que, às vezes, me pego pensando em que momento exato da minha vida abri mão do direito de ser vista, amada e admirada como mulher. Terá sido na infância, quando assumi a administração da casa e os cuidados da minha avó doente? Ou terá sido por que tive que conviver e, desde cedo, dividir o espaço e a atenção com uma irmã ultra dengosa que acabei endurecendo? Afinal, alguém tinha de manter o equilíbrio emocional e a objetividade em meio às crises familiares que enfrentamos juntas.
Pode ter sido a infância sim, mas a adolescência também não ajudou muito a desenvolver o meu lado feminino. O afastamento abrupto do meu pai - com a consequente perda do suporte masculino -, somado à maternidade ainda na condição de solteira - que me fez ir à luta sozinha - e à primeira decepção amorosa, aos quinze anos de idade, quando prometi a mim mesma que nunca mais choraria por amor, não favoreceram muito o florescimento da Afrodite até então reprimida.
O fato é que todas essas situações, isoladamente ou somadas umas às outras, me levaram a construir uma espécie de barreira de contenção do mar revolto que habita o interior de toda mulher e que - muito embora seja doloroso passar a vida sem se deixar levar pelas marés da feminilidade -, no fundo, eu sofro mesmo é de um grande temor de ver essa barreira, meticulosamente projetada, ir a baixo. Afinal, eu não sei nadar nessas águas turbulentas e não tenho certeza se conseguiria aprender a tempo de me livrar de um eventual afogamento.
Foi assim com as minhas bisavós, a minha avó materna e a minha mãe. Umas mais bem sucedidas do que as outras, mas todas, sem exceção, tendo de assumir funções na vida que, a princípio, não lhes competiam.
A viuvez prematura da minha bisavó Stela, por exemplo, levou uma moça bem nascida e bem casada a transformar o confortável casarão onde vivia numa pensão na qual ela trabalhou por longos e duros anos, até conseguir casar a única filha mulher e concluir a formação impecável que ofereceu aos cinco filhos homens.
Do outro lado da família, a minha bisavó Ana chegou a apontar uma arma contra um quitandeiro para garantir os mantimentos necessários para alimentar a minha avó e as minhas tias-avós, enquanto o ordenado do meu bisavô não chegava a Manaus, numa época em que não existiam bancos capazes de transferir recursos com a facilidade a que estamos acostumados e que o transporte para aquela região era ainda mais precário do que o de hoje em dia.
Depois disso, já de volta ao Rio de Janeiro, a bisa Ana ainda teve de encarar a viuvez precoce e a obrigação de sustentar as três filhas pequenas, tocando piano em salas de cinema e costurando para fora. Mesmo assim, o dinheiro que ela ganhava não dava para pagar os aluguéis dos imóveis locados na região central da cidade. O jeito, então, foi arranjar uma mobília dobrável e contratar um burro-sem-rabo para fazer a mudança a cada três meses de aluguel atrasado.
Contudo, nem mesmo o sucesso das empreitadas dessas duas mulheres fantásticas, que, no final de suas vidas, conseguiram casar bem as filhas moças e fornecer uma educação excepcional para os rapazes, foi suficiente para evitar que a as futuras gerações de mulheres da família passassem por revezes e que tivessem de enfrentar o mesmo sofrimento e as mesmas dificuldades por que elas haviam passado.
Minha avó materna, seguindo a sina familiar, também enviuvou cedo, vindo a adoecer logo após a sua aposentadoria e a minha mãe, bom a minha mãe se separou duas vezes e, assim como a sua avó Ana, passou por poucas e boas para terminar de formar as três filhas.
Vocês podem admirar - do mesmo modo como eu admiro - a história de vida dessas mulheres, mas, como legítima sucessora da linhagem de mulheres duronas da minha família, posso afirmar que não é nada fácil ser como elas foram. Sim, pois, ao contrário do que narram românticas biografias, talvez não exista nada mais difícil na vida de uma mulher do que abrir mão do direito de ser apenas mulher.
Volta e meia, dá uma vontade louca de dar um chilique, de fazer uma chantagem emocional, de pedir atenção e carinho, de ser mimada, cuidada, e - o que é ainda melhor - ser compreendida, amada e admirada com um ser feminino, dotado de grande sensibilidade.
Tanto é assim que, às vezes, me pego pensando em que momento exato da minha vida abri mão do direito de ser vista, amada e admirada como mulher. Terá sido na infância, quando assumi a administração da casa e os cuidados da minha avó doente? Ou terá sido por que tive que conviver e, desde cedo, dividir o espaço e a atenção com uma irmã ultra dengosa que acabei endurecendo? Afinal, alguém tinha de manter o equilíbrio emocional e a objetividade em meio às crises familiares que enfrentamos juntas.
Pode ter sido a infância sim, mas a adolescência também não ajudou muito a desenvolver o meu lado feminino. O afastamento abrupto do meu pai - com a consequente perda do suporte masculino -, somado à maternidade ainda na condição de solteira - que me fez ir à luta sozinha - e à primeira decepção amorosa, aos quinze anos de idade, quando prometi a mim mesma que nunca mais choraria por amor, não favoreceram muito o florescimento da Afrodite até então reprimida.
O fato é que todas essas situações, isoladamente ou somadas umas às outras, me levaram a construir uma espécie de barreira de contenção do mar revolto que habita o interior de toda mulher e que - muito embora seja doloroso passar a vida sem se deixar levar pelas marés da feminilidade -, no fundo, eu sofro mesmo é de um grande temor de ver essa barreira, meticulosamente projetada, ir a baixo. Afinal, eu não sei nadar nessas águas turbulentas e não tenho certeza se conseguiria aprender a tempo de me livrar de um eventual afogamento.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Entropias do amor
Imagino que muitas pessoas tenham assistido “Whatever works” - último filme do Woody Allen lançado no Brasil - e se divertido com a forma como a mosca morta da Melody incorporou as filosofias de vida do genial looser Boris. Eu fui uma dessas pessoas e adorei, especialmente, aquela cena em que a parva vivida pela engraçada Evan Rachel Wood invoca a Teoria da Entropia para explicar ao rapaz que a assediava que a relação entre os dois - como também a dela com o marido - não seria mais a mesma depois deles terem se beijado, pois, assim como a pasta de dente não volta mais para dentro do tubo depois de expelida, o casamento dela com o Boris deixaria de ser como antes, depois dela ter beijado outro homem.
Por mais esdrúxula e cômica que tenha sido a cena, ela tinha razão. As relações humanas se sujeitam ao primado da entropia do mesmo jeito que a pasta de dente, ou seja, tendem a se desorganizar tanto quanto os eventos físicos, muitas vezes, inclusive, de forma irreversível. Assim, quando beijamos um (a) desconhecido (a) ou um (a) amigo (a) de longa data, a relação com essa pessoa avança a um nível difícil de reverter. Sendo certo que, nesses casos, a pasta de dente pode até ser bem aproveitada e render ótimos resultados, mas também pode significar um tremendo desperdício de creme dental.
Essa regra cai como uma luva para explicar um fenômeno que ocorre com aqueles que lidam bem com a solidão, mas que, vez por outra, se veem instados a abandonar suas estimadas zonas de conforto em busca do amor. Vale dizer que ali, naquela condição solitária, essas pessoas se viram bem, focam as suas atenções em outros departamentos da vida e conseguem, com bastante sucesso, extrair felicidade de fontes alheias ao amor.
O surgimento de um amor na vida dessas pessoas, portanto, tende a funcionar como um fator de entropismo, que, claro, pode consistir num enorme ganho em termos de felicidade externa, mas também representar a perda da paz e da alegria interior carinhosamente cultivadas no período de solidão. O jeito, nessas situações, é comprar um novo tubo de pasta de dente, pois aquele cujo conteúdo foi utilizado na tentativa de encontrar o amor não tornará a se encher de novo. É sim fundamental reconstruir toda a paz novamente, tijolo por tijolo, mesmo imaginando que, mais adiante, alguém poderá demoli-la outra vez.
Bom, a essa altura, alguém pode estar se perguntando: “mas e as relações entropisadas?” Eu respondo dizendo que ou elas - funcionando como as pastas de dente - fazem bastante espuma na boca dos amantes, deixando muitos sorrisos bonitos por aí, ou seguem o destino de um outro exemplo clássico de entropia: o do vidro quebrado, que, uma vez esfacelado, vira uma montoeira de cacos espalhados pelo chão, que ainda pode ter salvação, caso as pessoas envolvidas no acidente reúnam os estilhaços e os aqueçam até o ponto de fusão. De qualquer forma, mesmo com todo esse esforço, o máximo que eles conseguirão obter com essa nova empreitada será um objeto inteiramente novo, que, ainda que tenha forma semelhante à do objeto destroçado, não mais guardará a sua essência original. É a entropia!
Por mais esdrúxula e cômica que tenha sido a cena, ela tinha razão. As relações humanas se sujeitam ao primado da entropia do mesmo jeito que a pasta de dente, ou seja, tendem a se desorganizar tanto quanto os eventos físicos, muitas vezes, inclusive, de forma irreversível. Assim, quando beijamos um (a) desconhecido (a) ou um (a) amigo (a) de longa data, a relação com essa pessoa avança a um nível difícil de reverter. Sendo certo que, nesses casos, a pasta de dente pode até ser bem aproveitada e render ótimos resultados, mas também pode significar um tremendo desperdício de creme dental.
Essa regra cai como uma luva para explicar um fenômeno que ocorre com aqueles que lidam bem com a solidão, mas que, vez por outra, se veem instados a abandonar suas estimadas zonas de conforto em busca do amor. Vale dizer que ali, naquela condição solitária, essas pessoas se viram bem, focam as suas atenções em outros departamentos da vida e conseguem, com bastante sucesso, extrair felicidade de fontes alheias ao amor.
O surgimento de um amor na vida dessas pessoas, portanto, tende a funcionar como um fator de entropismo, que, claro, pode consistir num enorme ganho em termos de felicidade externa, mas também representar a perda da paz e da alegria interior carinhosamente cultivadas no período de solidão. O jeito, nessas situações, é comprar um novo tubo de pasta de dente, pois aquele cujo conteúdo foi utilizado na tentativa de encontrar o amor não tornará a se encher de novo. É sim fundamental reconstruir toda a paz novamente, tijolo por tijolo, mesmo imaginando que, mais adiante, alguém poderá demoli-la outra vez.
Bom, a essa altura, alguém pode estar se perguntando: “mas e as relações entropisadas?” Eu respondo dizendo que ou elas - funcionando como as pastas de dente - fazem bastante espuma na boca dos amantes, deixando muitos sorrisos bonitos por aí, ou seguem o destino de um outro exemplo clássico de entropia: o do vidro quebrado, que, uma vez esfacelado, vira uma montoeira de cacos espalhados pelo chão, que ainda pode ter salvação, caso as pessoas envolvidas no acidente reúnam os estilhaços e os aqueçam até o ponto de fusão. De qualquer forma, mesmo com todo esse esforço, o máximo que eles conseguirão obter com essa nova empreitada será um objeto inteiramente novo, que, ainda que tenha forma semelhante à do objeto destroçado, não mais guardará a sua essência original. É a entropia!
sexta-feira, 12 de março de 2010
As flanelas do amor
Não sei se alguém já reparou, mas as mulheres vivem um processo bem semelhante ao dos carros em busca de uma vaga para estacionar. Sabe aqueles sábados de sol rachando em que todo mundo decide ir à praia? Você pega o carro e inicia a tortuosa peregrinação de encontrar uma vaga. Sim é um exercício de paciência, de esperteza e de sorte também. O mesmo exercício, ou melhor, a mesma via crucis, que as mulheres precisam encarar quando decidem estacionar a vida afetiva delas. Qual é a realidade? São poucas vagas disponíveis e muitos carros sedentos por um espaçinho à beira das calçadas. Destas vagas, muitas, para não dizer a maioria, apresentam sérios inconvenientes. O local pode ser arriscado, proibido ou inseguro. O sol pode bater forte sobre o vidro do carro. Mesmo assim - pasmem - essas vagas serão preenchidas. Basta a motorista ser um pouco mais consensiosa e, pronto, se satisfaz em poder estacionar o carro ali mesmo. “Melhor do que ficar na pista”, elas pensam. A grande questão é que, enquanto você não estaciona, a tendência é a quilometragem ir aumentando. Isso porque, a menos que a pilota desista e volte para casa, ela ficará rodando em círculos, dando voltas pelas ruas, passando várias vezes pelos mesmos pontos e revivendo experiência nem sempre agradáveis. Aquela situação de chegar meio segundo depois da vaga ter surgido e de já ter alguém na sua frente ou, então, de ser atropelado por outra motorista, que joga o carro dentro da vaga no instante em que você se distraiu. Outra estratégia para aquelas que querem estacionar a todo custo é a de bater ponto na frente de uma vaga até ela liberar. Trata-se de uma tática bem agressiva, concordo, mas que - vamos combinar - é bastante comum e, pelo menos, na praia, para aquelas pessoas determinadas, costuma funcionar.
É possível escapar dessa armadilha? Não. Você até pode ir à praia de taxi, a pé ou de bike, mas, certamente, não tem como deixar de pilotar o seu coração. Bom e aí, amiga, no dia em que o motor começar a esquentar e o combustível a acabar, você vai querer dar um tempo encostada em algum paradeiro, de preferência tranquilo e seguro, e aí, nessa hora, é torcer para a sorte te agraciar com uma vaguinha na sombra ou se conformar em se ajeitar, da melhor maneira possível, naquela fatia que lhe cabe no asfalto.
É possível escapar dessa armadilha? Não. Você até pode ir à praia de taxi, a pé ou de bike, mas, certamente, não tem como deixar de pilotar o seu coração. Bom e aí, amiga, no dia em que o motor começar a esquentar e o combustível a acabar, você vai querer dar um tempo encostada em algum paradeiro, de preferência tranquilo e seguro, e aí, nessa hora, é torcer para a sorte te agraciar com uma vaguinha na sombra ou se conformar em se ajeitar, da melhor maneira possível, naquela fatia que lhe cabe no asfalto.
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